Você abre o porta-malas e no lugar do estepe encontra um kit com uma bisnaga de selante e um compressorzinho. Ou não encontra nada. Esse é o cenário de muito carro novo — e a hora de descobrir não é no acostamento.
Pneu furado em movimento pede calma. Segure firme o volante, tire o pé do acelerador e não freie bruscamente. Deixe o carro perder velocidade e conduza para o acostamento. Se a velocidade era alta, o carro vai puxar para o lado do pneu vazio.
Chegando lá, aplique a mesma sequência de segurança de qualquer parada em via: pisca-alerta, triângulo e todo mundo fora da faixa de rolamento. Detalhamos o passo a passo aqui.
Às vezes. Ele foi feito para um cenário específico: furo pequeno na banda de rodagem, tipo prego ou parafuso. O selante veda por dentro e o compressor recompõe a pressão o bastante para chegar a uma borracharia.
Só o mínimo indispensável para sair de um ponto de risco, em velocidade muito baixa. Rodar vazio destrói o pneu de vez, pode danificar a roda e, dependendo da distância, afeta suspensão e sensor de pressão.
Se o carro tiver pneu run-flat, existe uma margem — normalmente limitada em velocidade e distância pelo fabricante. Fora isso, a conta não fecha: você troca um pneu por um pneu mais uma roda.
Vale lembrar: a assistência da apólice normalmente cobre troca com o seu estepe. Sem estepe, o serviço vira reboque — e aí entra o limite de km do plano. Veja como funciona esse limite.
A parte perigosa não é a pane. É o que acontece nos minutos seguintes, na beira da pista.
A assistência 24h da apólice tem limite. Saber qual é o seu evita uma cobrança inesperada no fim do mês.